terça-feira, 16 de novembro de 2010

A quem devo o que sou?

Será que foi o Big Bang?
 Será que foram meus avós que fizeram meus pais que por sua vez me fizeram? Ou será que só devo o que sou à meus pais?
 Será que são as pessoas com quem convivo?
 Será que são os livros que eu leio? Os filmes que eu assisto? Ou as musicas que ouço?
 Ou será que posso ser egoísta e prepotente o suficiente para dizer que sou o que sou porquê eu sou e ponto final?...
 ...Acho que não. Acho, aliás, que tudo que citei até aqui foi e continuará sendo importante para a formação de meu ser (até porquê nós seres humanos, (pelo menos eu), estamos sujeitos a mudanças, firmações e/ou transformações em nosso caráter).
 É claro que sem o Big Bang não existiria nem mesmo meus antigos ancestrais para poder, eu, vir em seguida. Mas também é claro que se meus avós não tivessem feito meus pais eu não teria nascido, pois até onde eu sei não nasci do nada. E mais claro ainda é que não teria eu sem meus pais, não preciso nem dizer o porquê, e digo isso no sentido cientifico que conhecemos, pois não sei de nenhuma pessoa que tenha surgido do nada, se sabe diga-me, estou curiosa.
 Já as pessoas que convivo, bom, não sei bem se elas interferem no que sou, na verdade só interferem aquelas cujo as quais quero que interfiram, do contrário são só pessoas, indiferentes.
 Os livros, os filmes, e as músicas, sim, a parte mais divertida de minha vida, aliás estou ouvindo uma música agora que me faz ter vontade de simplesmente não ter mais vontade, entende? Uma vontade de deitar e ficar quieta ouvindo ao mesmo tempo que tenho vontade de cantar a musica e sair correndo na rua, um sorriso acabara de brotar em minha boca, espero que eu tenha conseguido explicar-lhe o quão é prazeroso esses três itens para minha pessoa, ( a música é One Last Breath do Creed). Mas enfim saindo desse estado de êxtase, voltemos a falar do que me faz ser o que sou. Estávamos nos filmes, músicas e livros não é?! Sinceramente não acho que eles façam eu ser o que sou, pois eu já sou o que sou antes de lê-los, assisti-los ou ouvi-los, pois se não fosse como poderia decidir entre qual escolher? Sou eu que decido se quero ler um gibi ou uma obra de Clarice Lispector , e quando faço tal escolha já escolho de acordo com o que sou.
Mas acho que sinceramente, e sem puxa-saquismo algum devo o que sou única e somente ao meu pai, este ser que para meu ser é simplesmente nada mais nada menos que o meu perfeito defeituoso. E pra falar a verdade tudo, absolutamente tudo que sou devo a ele, cada parte de meu temperamento, cada parte de minhas decisões, cada parte de meus pensamentos devo a ele, e o amo tanto, tanto, que nem sei se amor é uma palavra digna do que sinto por ele, pois se não fosse ele temo que eu seria só mais uma acomodada!
É claro que ele não "fez" minha cabeça, mas assim como tudo na vida ele me deu opções, eu sempre tive a opção de não gostar ou gostar mas todas as opções que meu pai colocava à minha frente eram e ainda são as certas!
 Um grande, porém singelo perto do que fez e faz por mim, obrigada, muito obrigada, sinceramente não tenho palavras para ti, meu querido, amado e inexplicável pai.

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